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sábado, 30 de março de 2019

Marie Kondo mudando vidas

Guru da arrumação Marie Kondo
Esses programas de arrumação é um caminho sem volta.

Tudo começa quando você escolhe algo aleatório para assistir e encontra aquele programa com a japonesa mais fofa do mundo que ensina a organizar a sua casa.

Eu viciei no programa e sem perceber tinha organizado todo o meu armário de roupas, eu pensei que era só comigo, mas não era. Em todos os lados que eu olho vejo amigo e conhecidos instalando armários novos, comprando organizadores.

Irmãos a obra - Jonathan e Drew
Mas esse caminho é sem volta, pois quando acabou a temporada desse programa, comecei automaticamente assistir aquele dos irmãos e quando eu percebi, tinha assistido duas temporadas e estou querendo reformar a casa toda.
Eu olho para as minhas paredes e fico imaginando o conceito aberto, portas francesas, uma ilha na cozinha, armários para todos os lados, com os electrodomésticos em inox onde tem um filtro acoplado na geladeira e a agua sai geladinha.

Um quarto com uma suite, com um closset grande, onde as minhas roupas não fiquem amassadas,  e no banheiro um chuveiro  que lembre chuva caindo e com uma banheiro com pés. O quintal com paisagismo, churrasqueira, espreguiçadeira e de repente estava vendo uma nova série que era sobre design interiores e agora piorou porque eu estou assistindo um reality de construção de cabanas, isso mesmo que você leu. CABANAS...

Será que eu preciso de terapia?

Cabanas nada basicas -Dick Strawbridge, William Hardie

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Janeiro - Desafio 2019 mais Cultural

Desafio que é fazer com que o ano de 2019 seja mais cultural, procurando explorar o que tem de melhor a sua volta.
Está sendo segundo ano que participo e  gostaria de convidá-los a participar também deste desafio que funciona assim:
O desafio consiste em fazer Após fazer uma postagem falando sobre a atividade e dessa forma você divide  esses “bons” momentos conosco.

Visite um ponto turístico da sua cidade:


Atrás do sorvete tem a "Pedreira do Chapadão"- Janeiro 2019


Praça Arautos da Paz - Janeiro 2019

Faça atividade física:

Ensaio para o Cortejo de Maracatu, conta como atividade física ?

Primeiro ensaio do ano -  12 de Janeiro de 2019

19 de Janeiro de 2019

26 de Janeiro de 2019

Comecei fazer capoeira, acreditam ? Está sendo muito bom.

Assistir um filme estrangeiro que não tenha sido feito nos EUA:


Excepcional!!


Assistir os filmes indicados ao Oscar:
  • Roma
  • Pantera Negra
  • Os incríveis 2
  • Jogador Nº1
  • Vingadores, Guerra Infinita
  • Solo, uma história StarWars

Tomar café com um amigo:


Primeiro do ano foi com "Os Super Amigos" ainda (Jeep do Bem)

Conheça um lugar novo:



Jardins da Casa Hygge - Janeiro 2019

Experimente uma culinária estrangeira que nunca provou:
Em algum lugar um drink de amoras com hortelã deve ser incrível como esse e deveria ser considerado como culinária na falta de outra opção rs.



    Leia um hq independente:

    Adagio - Felipe Cagn

    Adagio é o mais novo trabalho de Felipe Cagno em parceria com os artistas Sara Prado, Natália Marques, Bräo e Deyvison Manes. 
    O projeto foi uma das HQs contempladas ano passado no ProAc de História em Quadrinhos da Secretaria de Cultura de São Paulo. Será lançada na Comic Con Experience em 2018.
    A história se passa em 2067 um aplicativo/rede social chamado Adagio permite que os usuários postem seus sonhos online – ao vivo ou gravados. É o fim do entretenimento produzido como conhecemos hoje. Não existem mais filmes, séries de TV ou vídeos online, agora as pessoas assistem apenas os sonhos umas das outras…


    O que falta para completar o desafio:

      • Vá a show;
      • Faça um picnic ao ar livre;
      • Assistir um filme clássico em preto e branco;
      • Colaborar com um projeto cultural de financiamento coletivo;
      • Ensinar atividade lúdica a uma criança;
      • Assistir uma animação de 2019;
      • Visite uma exposição de fotografia;
      • Assista uma peça teatral brasileira;
      • Assista um recital de dança;
      • Assista uma orquestra ou opera;
      • Assista uma peça teatral musical.
      • Vá a uma sessão gratuita de cinema.
      • Vá a um cinema ao ar livre;
      • Faça um workshop;
      • Vá a um evento nerd;
      • Visite um museu ou uma exposição de arte;
      • Assista atividade circense;
      • Compre um livro em um sebo;
      • Assista uma atividade esportiva ao vivo;
      • Visite uma feira de artes;
      • Fotografe-se em um museu histórico ao lado de uma obra de arte.
      • Vá uma exposição interativa;
      • Levar uma criança em um espetáculo infantil;





      domingo, 20 de janeiro de 2019

      Sex Education - (série Netflix)



      Quando eu fiquei sabendo da série, a primeira coisa que eu falei foi " O que não fazemos pela Gillian Anderson", minha eterna Scully.
      E acabei mudando de opinião rapidamente, pois a série é divertida, com uma historia é cativante onde você pode tirar lições importantes para a vida sem falar que a fotografia é linda.

      Uma das lições importantes é seja você mesmo sempre, nunca mude para tentar agradar os outros. E não podemos subestimar ninguém, sabe aquela coisa de "não se deve julgar o livro pela capa"? Otis, o protagonista ela era uma pessoa invisível, ninguém o notava até o momento que ele começa ajudar as pessoas.





      quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

      Titans - (série Netflix)


      A série me surpreendeu muito! Comecei a assistir sem nenhuma espectativa, e ela tem tudo para ser a melhor série da DC. 
      Da para notar que tiveram inspiração em Demolidor e o Justiceiro da Netflix, com aquele clima sombrio e pesado, lutas bem coreografadas, história bem madura. 

       [spoiler]


      Estou super ansiosa pela segunda temporada, O que irá acontecer com Robin, e principalmente com o  Trigon, será que ele vai se revelar um demónio enorme na série, isso seria mas que fantástico!!

      segunda-feira, 15 de maio de 2017

      Gilmore Girls - Uma ano para recordar




      Gilmore girl foi uma série muito popular no início dos anos 2000 sendo exibida até 2007 que conta a história do cotidiano da mãe solteira Lorelai Victoria Gilmore (Lauren Graham) e sua filha Lorelai "Rory" Leigh Gilmore (Alexis Bledel) que vivem no pequeno povoado fictício de Stars Hollow, em Connecticut, pequena cidade com personagens bem peculiares e localizada cerca de trinta minutos de Hartford.
      A série explora diversos assuntos como família, amizades, conflitos geracionais e classes sociais eu demorei para assistir a série, aliás só fui assistir a série depois que saiu o reencontro produzido pelo netflix, praticamente 17 anos depois de sua grande estreia,devido a uma grande comoção das pessoas pelo seu retorno.


      Foram duas semanas sem parar assistindo aos 156 episódios, e decidi escrever um pouco sobre essa oitava temporada afinal, os fãs esperaram por 10 anos por ela.
      Primeiramente que cena interminável da brigada, bonita com uma trilha sonora maravilhosa, mas não tinha fim e eles na minha opinião não são tão importantes , na verdade eu acho eles um grupo de babacas, irresponsáveis, filhos de papai  e deixaram outros personagens mas bacanas com cenas menores.
      Outra cena interminável foi a do musical que ficou super engraçado e provavelmente bateu uma nostalgia pois a série sempre foi cheia de festas e comemorações na cidade, mas cadê o Kirk neste musical? Ele, Lulu, Senhora Paty e nenhum outro morador da cidade participou do musical, cena essa que teve mais de 10 minutos de duração.
      A Lane que personagem incrível, a melhor amiga da Rory, o que fizeram com ela? No final da história aquela garota coreana, que tinha uma família conservadora, e conseguiu conquistar sua liberdade diante das repressões que ela sofria na família, virou uma mãe de família que odeia sexo e mal apareceu junto com a Sookie, melhor amiga da Lorelay, Jim e o Jess, o cara     que mais deu certo, o bad boy que com vários problemas e deu a volta por cima
      Esse final foi bem frustrante saber que no final das contas a história se repete na vida das Gilmore.

      terça-feira, 29 de dezembro de 2015

      Meu arquivo X - A criação

       Meu dia começou mais colorido no dia dia de hoje, pois a  Fox divulgou um making of de 20 minutos sobre o reboot da série.

      Junto com o making of, hoje é o dia de postar expectativas e um pouco sobre a criação da série para , espero que vocês gostem. 


      A criação


      A inspiração inicial para Arquivo X, segundo o próprio Chris Carter, foi a série Kolchak e os Demônios da Noite. Produzida nos anos 70 pela rede ABC, a série acompanhava o trabalho de Carl Kolchak, repórter do Independent News Service que lutava contra um assassino misterioso a cada semana e terminava o dia invariavelmente sem provas do que havia acontecido. Estrelada por Darren McGavin, a série nasceu de dois longas para TV, The Night Stalker (1972) e The Night Strangler (1973). Os adversários de Kolchak, uma seleção composta por vampiro, lobisomem, monstro do pântano e Jack, o Estripador, eram uma pista do que Arquivo X mostraria ao público. Kolchak e sua luta inglória contra as autoridades e os descrentes, entre eles seu chefe Tony Vincenzo, seria o molde sobre o qual Carter criaria seu personagem principal, Fox Mulder. 

      A partir dessa inspiração inicial, Carter construiu uma mistura de gêneros que mesclava ficção científica, terror e policial em doses que desafiavam o limite da credibilidade. O resultado foi um programa que lembrava séries como O Livro Azul e Projeto UFO, nas quais agentes da aeronáutica investigavam OVNIS e visitas alienígenas, os momentos sobrenaturais de Além da Imaginação, a luta do homem que sabe demais de Os Invasores, acompanhado da dinâmica tradicional de uma dupla de policiais que parecem opostos, mas, na verdade, são complementares.

      Uma das criações mais bem sucedidas de Carter foi o que a produção chamava de "a mitologia" da série. O primeiro elemento dela era a existência de um departamento no FBI em que seriam investigadas coisas fora do normal. A mitologia diz que, em 1946, o poderoso J. Edgar Hoover classificou o primeiro caso como um arquivo X, e determinou que todos os assuntos não investigados por outros departamentos seriam da alçada da nova área. Ao longo dos anos, o arquivo X tornou-se a curva de rio do Bureau, para onde iam histórias de fantasmas, avistamentos do Pé Grande e outros monstros em geral, e tudo relacionado a OVNIS e à presença de alienígenas na Terra.

      O segundo elemento da mitologia é Fox Mulder. Psicólogo, com formação em Oxford, Mulder assombrou os instrutores da academia do FBI com sua capacidade para construir o perfil de criminosos e por seus instintos durante o trabalho de investigação. Sua performance o classificava como um agente com um grande futuro no Bureau. Esse futuro morre no momento em que Mulder e o arquivo X convergem: o agente convence seus superiores a reabrir o departamento.

      O que atrai Mulder à coleção de pastas no porão é o desaparecimento de sua irmã, Samantha, na noite de 27 de novembro de 1973. Encarregado de cuidar da irmã durante a ausência dos pais, Mulder é um caso clássico de culpa de sobrevivente. Sem preconceitos contra métodos não tradicionais, ou provavelmente atraído até eles justamente por não serem aceitos pelo establishment, Mulder recorre à regressão hipnótica para lembrar o que aconteceu aquela noite. É desta forma que ele descobre que Samantha foi abduzida. A busca pela irmã é o que faz de Mulder o cavaleiro do Arquivo X, e Samantha o santo graal da mitologia criada por Carter, que estabelece que sua abdução é parte de uma grande conspiração envolvendo o governo e experiências com DNA alienígena em humanos. 

      A estrutura da série foi montada a partir daí em dois grupos de episódios, as histórias isoladas em que os vilões são monstros "comuns", e os episódios que prosseguiam com o enredo da mitologia da série. Alimentando o interesse do público, os roteiros inseriam uma seleção de referências a diversas teorias conspiratórias que já habitavam a consciência popular. O informante de Mulder, Garganta Profunda, remete ao homem que revelou aos jornalistas Bob Woodward e Carl Bernstein que o governo estava envolvido nas escutas telefônicas dos escritórios do partido Democrata no que se tornaria o caso Watergate. O nome do trio de ajudantes de Mulder, os Pistoleiros Solitários, saiu da mãe de todas as teorias de conspiração estadunidenses, aquela que cerca a morte do presidente John Kennedy. Pistoleiro solitário é o apelido da conclusão da comissão que investigou o crime de que o presidente foi morto por um único homem. A revista publicada pelo trio, Magic Bullet(Bala Mágica), também nasceu da crença de boa parte da população local de que Lee Oswald só conseguiria cometer o crime como descrito pela investigação governamental se usasse uma bala com poderes mágicos. Outras referências são mais caseiras, como o uso constante dos horários 11:21 e 10:13, uma homenagem de Carter ao aniversário de sua esposa, 21 de novembro, e ao seu, 13 de outubro.




      Gostaria muito que a serie mantenha padrão antigo....  lembro que da quinta temporada em diante a coisa tinha dado uma esfriada.
      E eu tenho muita saudades dos encontros e das convenções  entre os fans da série ,(tinha reunioes muito legais na epoca).
       Mazinha Risso

      segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

      Traumas de infância (parte 1)

      Segunda feira é sempre um dia traumático pra muita gente e pra combinar com este último dia traumático do ano.

      Aqui vai uma lista de filmes traumáticos, porque todo mundo tem um filme que traumatizou a sua infância, e conversando com alguns amigos (cineastas, desenhistas, artesãs), e acabamos montando uma listinha com filmes incríveis, que apesar de traumáticos, são super. dicas de filmes antigos para você aproveitar para assistir nesse feriadão que está por vir.

      Tem filmes mais conhecidos que os outros, vários premiados e de todos gêneros possíveis, enfim, filmes para todos os gostos.


      A História Sem Fim

      Um dos meus filmes favoritos de todos os tempos é A história sem fim.
      Mas pera ai, não era trauma?

      Então, eu achava que era um dos meus filmes preferidos até resolver assistir novamente pra matar a saudades e ai todo trauma que devia estar reprimido voltou ... 
      Curioso ou não um dia estava chegando num antigo trabalho e encontrei uma copia do livro no lixo, eles iam jogar fora porque alguma criança havia rabiscado algumas paginas e alguem achou que não valia a pena guardar mais. 
      Essa copia esta comigo, não viveria em paz vendo um clássico desses sendo jogado no lixo.

      Para quem nunca assistiu e gosta de filmes de fantasia,  lembrando que ele é um filme alemão de 1984 mesmo desprovido de recursos cênicos esse filme também é quase sempre citado em listas de melhores filmes de fantasia, junto com filmes com o calibre de O senhor dos Anéis.


      Tem uma cena que só de lembrar eu já comecei a chorar por aqui que acontece no Pântano da tristeza.
      Atreyu (um dos heróis da história) e seu cavalo devem atravessar um pântano. Mas esse pântano tem uma peculiaridade: se você tiver pensamentos ruins como medo, você afunda e morre.

      Atreyu consegue atravessar o pântano.
      Mas seu cavalo deixou a tristeza dominar o seu coração não consegue, e afunda.
      Porque insistem em matar os animais em telonas??? U.U

      Eu achei a cena e estou colocando aqui para quem quiser.
      Por Angie Lucena




      Clash of the titans

      Há exatamente 27 anos eu não via uma cena se quer desse filme, eis que Angie Lucena, me convida a escrever sobre filmes que nos causaram algum trauma, na hora eu pensei não tive isso, aí me veio a imagem de quando tinha meus 4 anos de idade era uma tarde linda para se ver um filme em família.

      O filme daquela tarde no SBT era Clash of the Titans, e a cena da batalha com a Medusa me fez ter uma longa semana de pesadelos, quase deixei minha mãe louca, ela queria matar meu pai e irmão por deixarem eu ver o filme.

      Hoje não me recordo muito dos sonho, porém sei que aparecia muitas mulheres de cobra na cabeça e até hoje é um tipo de personagem que não gosto.


      Por Graziela Mussato


      Animais do bosque dos Vinténs

      "Aprendi sobre a morte assistindo Animais do Bosque dos Vinténs, na Tv Cultura.

      A animação conta a história de um grupo de animais que precisa migrar para um novo lar depois que a reserva ambiental em que viviam é interditada para dar lugar a um condomínio residencial.
      Durante a viagem, vários animais do grupo acabam morrendo. Seja pelas mãos dos humanos, por seus predadores naturais ou até por parceiros de viagem.
      O desenho também traz belíssimas mensagens sobre amizade, cooperação e superação das adversidades, porém as mortes são chocantes e brutais.
      Nem lembro quantas vezes chorei assistindo."
      Fim da conversa no bate-papo

      O império das formigas gigantes


      O que nos impressionou na infancia, foi em 1986 e aos 6 anos nós assistimos O IMPÉRIO DAS FORMIGAS GIGANTES de 1977, de Bert I. Gordon, Samuel Z. Arkoff da obra de H.G. Wells

      Porque o filme mostrava que nós (seres humanos), só somos superiores pelo nosso tamanho. O filme coloca que se as formigas realmente ficassem gigantes, nós (os seres humanos tão inteligentes), iamos ser escravos das formigas, trabalhar pra elas e se houvesse recusa, a formiga rainha comandaria um exercito de formigas para nos matar.
      Depois deste filme, qualquer formiga que víamos ... eu e meu irmão pisávamos nela ate ficar pó (rs).

      Ou seja, a escravidão era o unico meio de ficar vivo e não ser devorado...
      Nós dois ficamos muito tristes quando as pessoas falam mal deste filme, por ser um filme B de 1977 independente, feito com um ultra low budget...
      claro, que os efeitos envelheceram... mas isso nao o classifica trash... não foi na época, mas é hj... e ainda tem Joan Collins como atriz principal, tem muita ação, perseguição, morte...

      E depois de algum tempo, fomos falar com um mimercólogo e o filme esta correto a formiga rainha transmite uma substancia de seu corpo que força o cerebro de outras formigas a obediencia...
      E é assim q ela faz dos humanos escravos... o trauma piorou... quer dizer que a substancia de um inseto é capaz de manipular o cerebro humano?

      É um filme que fala do inicio do fim do mundo...
      nossa, pensa em 1986, aos 6 anos... isso virou um imenso trauma 




      A incrível visita do extraterrestre


      A incrível visita do extraterrestre que foi assassinado gratuitamente.

                 
                  Trauma. Do grego traûma:  ferida, derrota. Ser ferido e derrotado emocionalmente. Conflito de cultura. Conflito de emoções, à crinaça, ataque a magia do sonho infantil. Eis que assim foi para mim, A incrível visita do extraterrestre (1986, Jim McCullough Sr. ). Adoro (e desde que o vi para primeira vez, adorei). E odiei (a primeira vez que o vi, odiei).
                  É um belíssimo filme: eu não tinha medo de uma invasão alienigena, de deparar com um extraterrestre, eu assistia Contatos Imediatos do Terceiro Grau e tinha vontade de entrar na nave junto com aquele menininho e com Richard Dreyfus.
                  O filme começa, toda uma história que prende a atenção. Eu, ainda criança, guiado por essa referência, as personagens principais são crianças. Crianças iguais a mim, ainda que eu não morasse em uma cidade do velho oeste americano. Ainda que minha cultura fosse outra, o universo infantil regrava naquela relação. E eis que surge o extraterrestre em cena, a priori deveria causar medo, aversão, mas não, ele é surpreendente, ele é mítico, ele se relaciona com as crianças igual ao E.T. que se relaciona com Elliot (Henry Thomas) no filme de Spielberg. Ele é mágico: ele é um amigo.
                  A ameça que veio do espaço fica somente para outros filmes, deixa isso para filmes como Predador, neste caso tinha o Arnold Schwarzenegger para nos salvar e criar vínculo, e tornar assim um dos meus heróis. Deixa o terror para os Gremlins, apesar de que eu considerava o segundo filme  hilário (em especial o Gremlins no microondas), deixa o assombrado para Caça-Fantasma (e aí temos quatro heróis para nos salvar).
                  Em A incrível visita do extraterrestre tudo é lindo, tudo é belo, tudo é alegria, ainda que hajam pessoas más (os vilões) no filme. Mas as crianças irão defender o alienígena amigo, ele é como o recente Paul, o Alien Fugitivo, só que não é doidão. O filme trabalha com ética, com moral, com espiritualidade (não no sentido religioso), é aparentemente um filme família, com final feliz.



                  Quando de repente eis que acontece o trauma. Sou surpreendido por um ataque brutal, violento, não que a vida não seja assim e que não fosse o filme, meio para ensinar isto às crianças. Mas eu havia assistido E.T. e aquele anão cabeçudinho do espaço não morre, pelo contrário, reencontra com sua família.
                  E o filme de McCullough vai na contramão da minha expectativa, talvez porque tirando o maldito caçador de Bambi, ninguém matava inocentes nos filmes e desenhos. E então, alguém atira no alien, e eu choro, ate aí, normal, congruente. Só que aquilo me aterrorizou. Eu tinha medo da morte, tinha medo da morte inaceitável (desta morte provocada sem piedade, essa morte gratuita).
                  Se não fossem os heróis (os múltiplos lutadores de Van Damme e Seagal, Robocop, Tartarugas Ninjas, Justiceiro, bravestar, Conan, Mad Max...), talvez o trauma se estabelecesse com maior intensidade. Se a cena da morte é necessária nesta trama, se ela enriquece o filme ou não, não importa, o que importa é que ela me traumatizou, não i a nave da família do alien vir buscá-lo. Só vi desgraça.
                  Tudo cinza. No funeral do alien, uma pedra preciosa faz o ser espacial virar luz (espírito, alma?, sei não, eu não queria pensar em religião: afinal eu acreditava-acredito em vida extraterrestre) e seguir ao espaço. Ele foi para seu planeta? Não, ainda que pudesse ser isso que a cena propunha, para mim, ele morreu e isso que importa. Ele morreu, mataram-no gratuitamente, o que foi ao céu-espaço, foi apenas uma luz. Apenas uma luz, nada mais. O extraterrestre estava morto, estendido em um caixão sendo colocado terra abaixo, a sete palmos.
                  The Aurora Encounter, a incrível visita do extraterrestre. A cidade se chama Aurora. Lá vai acontecer um encontro, um belíssimo encontro entre um alienígena e um grupo de crianças e alguns adolescentes (e estamos na vibe de Goonies e Conta Comigo). Mas que se rompe com uma cena traumatizante. Talvez faltassem argumentos que nos preparassem para tais situações (abstratas enquanto educadas pelos nossos pais e instituições): não estava preparado para a morte da mãe do Bambi, muito menos para a morte deste estimado alienígena (e o fato dele ser do espaço era apenas um mero detalhe).
                  E ainda, por senão, eu curtia muito westerns (os famosos faroestes, bang-bangs). E talvez pela densa cena da abertura de Era uma vez no oeste (sim, eu tinha apenas nove anos de idade, mas já tinha visto este clássico de Leone), os gestos de Jack Elam tenham contribuído para que em A incrível visita do extraterrestre, sua personagem Charlie se torna-se ainda mais sinistra, maléfica. E esta personagem é quem aterroriza, não o alienígena... o alien é afetivo, mas Charlie não o é. E através de Charlie, conduz-se então o trauma. “Não matem ele, ele não fez mal a ninguém” e, “ele veio do espaço, mas você veio do outro lado da montanha, ambos lugares desconhecidos por nós, não veja  diferença” são emoções que ficam na memória. Mas ainda assim não são suficientes para combater a morte. E o trauma. Pior que mãe do Bambi, pois o caçador não matu o Bambi, mas mataram o pequeno extraterrestre.
                 

      Em busca do Vale encantado


      Um trauma na minha infância foi assistir “Em busca do Vale encantado”, pra quem nunca ouviu falar é uma animação de 1988 (sou velha) dirigida por Don Bluth.


      A  História e mais ou menos assim: Na Era dos dinossauros eles estão passando por tempos difíceis terremotos e falta de comida para os Herbívoros, um Dinossauro filhote chamado Littlefoot parte com sua mãe e seus avós em busca do vale encantado (que seria um lugar onde teria comida), no meio do caminho acontece um terremoto e os Avós se perdem (já começa ai um dos traumas), não contente em traumatizar as crianças com o sumiço dos avós eles colocam um ataque de Dinossauros  carnívoros ( os T Rex).

      A mãe de Littlefoot para protege-lo vai pra briga com os T rex, ela consegue Salva-lo e espanta os inimigos, porém sai muito machucada e ao anoitecer acontece o fato que nenhuma criança (e adultos sensíveis) deveria assistir na vida, Ela morre.

      A cena da despedida do pequeno dinossauro pairou na minha jovem cabecinha por dias, eu chorava de desespero e sonhava como se minha mãe fosse a mãe dele.
      Quando criança não consegui passar desta parte do filme, só descobri se ele chega ao Vale depois de grande.


      Foi uma experiência traumática para mim, por isso dou um alerta: NÃO SE ENGANE COM DINOSSAUROS FOFOS, ELES PODEM TE TRAUMATIZAR.


      Parque dos Dinossauros



       Lá pelos meus 6 ou 7 anos de idade, assistir a Parque dos Dinossauros pela primeira vez foi embarcar valendo no espetáculo spielberguiano. Fui tomada pelo fantástico das cenas,  da aparição dos bichos de dimensões monstruosas – e meu corpo se encarregou de abstrair todas as cenas de medo ou terror, tal qual ele faz com todas as situações adversas e desconfortáveis que envolvem, por exemplo,  a experiência revigorante de um passeio de montanha-russa.

      E é claro que eu quis mais uma volta  - e aí tudo mudou. Aí, eu já sabia mais ou menos o que ia acontecer, não dava mais para me deixar levar inconscientemente pela emoção e foi quando eu comecei a pensar: mas e se acontecesse? Pode acontecer, não pode? Olha só essa explicação do sangue do dinossauro no mosquito, isso é perfeitamente possível. Mas ninguém seria doido... olha o tamanho desses bichos, essa agilidade, esses dentes!

      Mas tem doido pra tudo, né? Será que já tem alguém trabalhando nisso nesse momento? AI MEU DEUS OS DINOSSAUROS VÃO VOLTAR E VAMOS TODOS MORRER! E não apenas morrer – isso é o de menos. Vamos ser caçados e devorados vivos. Vamos viver com medo porque não tem como fugir. E eles ainda são inteligentes... Olha o que eles fizeram com as portas! E o braço daquele cara. Imagina se eu acho o braço do meu pai ou da minha mãe... Ai ai ai, como é que ninguém pára esse maluco que tá escondido em algum lugar do mundo tentando recriar os dinossauros?! Será que ele não viu o filme? Será que ele não sabe que vai dar tudo errado?! – E aí que não podendo parar o maluco que, até onde eu sabia, estava por aí trabalhando nesse projeto de recriar os dinossauros, a única coisa que eu podia fazer era parar o maluco do filme que já tinha feito isso.

      E como eu fiz? Óbvio que foi fingindo que o filme não existia. Foram anos ignorando totalmente a existência, não suportando a menor menção ao nome “Parque dos Dinossauros”. Foi só algum tempo depois que eu consegui revê-lo e, aliás, assisti de novo há alguns dias para escrever isso aqui. O filme continua fantástico: tudo no lugar certo, Spielberg de parabéns!

      O meu olhar agora é outro e o medo não é tanto. Eu até queria de novo aquela imaginação de criança assustada para me fazer entrar mais a fundo no filme. E, te dizer, até que não seria ruim voltar por uns instantes a um período onde a dominação do mundo pelos dinossauros era o maior do maior dos medos.